Em 1946, o Sr. Miguel, como era chamado, resolve mudar de vida e entra na sociedade de uma pequena oficina de 150 m2, que reformava instrumentos musicais de sopro. <br />
Dois anos após a abertura, a oficina já era bem conceituada entre os músicos. Nessa mesma época, São Paulo é palco de um grande movimento para a<br />
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Com o crescimento do samba e um atendimento de qualidade, o Sr. Miguel conquista a preferência e a amizade de integrantes, diretores e presidentes dos blocos carnavalescos e escolas de samba da cidade. Nessa época, não existiam instrumentos específicos para o samba, mas com a ajuda de músicos e amigos, o Sr. Miguel começa a alterar as medidas dos instrumentos de fanfarra para adequá-los a um característico ritmo brasileiro. Bombos viraram surdos. De surdinhos surgiam repiniques. Das caixas de 14” foram criadas Malacachetas. <br />
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Um novo ritmo criado no Rio, o pagode, agora era tocado em rodas de samba na loja do Sr. Miguel. Entre a troca de ideias de cariocas e paulistas, surge a necessidade de serem criados instrumentos específicos para o pagode. Após vários testes e modificações, a Contemporânea apresenta um novo trio: Tantam, Rebolo e Repique de Mão. Com o sucesso, a oficina de conserto de instrumentos de sopro perde cada vez mais espaço para a fábrica e loja de instrumentos de samba e pagode.<br />
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O desenvolvimento da empresa segue em harmonia, e por volta de 1985, a Contemporânea faz a sua primeira exportação para a Alemanha. Novos negócios para Japão, Itália, França e Estados Unidos começam a surgir. O crescimento não para, e atualmente ocupando uma área de 2.400m2, a empresa exporta em média 30% da sua produção anual para mais de 30 países, atende 1.000 lojas em todo país e cerca de outras 300 no mundo e ainda e participa das principais feiras internacionais de música.